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A ESCELSA / Pesquisa Escolar / História da Energia Elétrica no E. Santo
 

A primeira forma de iluminação conhecida e experimentada no Espírito Santo foi à base de azeite de peixe, óleo de mamona e querosene. Assim eram iluminadas, à noite, as ruas de algumas cidades do Estado.
A iluminação particular a gás chegou às casas de moradores da Ilha de Vitória em 1878. Só no ano seguinte passou a ser utilizada nas ruas.

Dezoito anos se passaram até o capixaba conhecer a iluminação elétrica, com a inauguração do Teatro Melpômene, em 1896, no centro da Capital. Admirável obra de arquitetura, o teatro era dotado de lâmpadas incandescentes, alimentadas por gerador próprio.

O município de Cachoeiro de Itapemirim foi o primeiro local do Estado e décimo do País dotado de energia elétrica. Em 1903 foi inaugurada uma pequena usina geradora, na Ilha da Luz. Sem sucesso, o governo de Henrique Coutinho, de 1904 a 1908, foi quem ensaiou as primeiras tentativas de instalação de serviços públicos de energia elétrica em Vitória.

:: A primeira Usina Hidrelétrica do ES
:: Apelo ao consumo de energia
:: Capital estrangeiro viabiliza obras
:: Intervenção Estatal e Criação da Escelsa
:: Foco estratégico






A primeira Usina Hidrelétrica do ES topo

 

A construção da primeira usina hidrelétrica, com a captação das águas do rio Jucu, tornou-se realidade em 25 de novembro de 1909. A concretização de vários projetos, como: fábricas de tecidos, de montagem de máquinas agrícolas, de cimento, óleos vegetais, papel, bem como o funcionamento de uma usina de açúcar e de uma serraria, exigia uma infra-estrutura de energia elétrica. A entrada do Espírito Santo na era da industrialização estava prevista no plano de governo de Jerônimo Monteiro, que assumiu em 1908.

Nesta época, a Cidade passou, ainda, a tirar proveito de outros benefícios da energia elétrica, como o serviço de esgotos. Inaugurado em 1911, utilizava bombas acionadas por motores trifásicos de 30 HP para elevar os detritos e lançá-los fora do perímetro urbano. Dois anos depois, começa a operar o sistema de transporte integrado bonde-lancha, fazendo a travessia entre Vila Velha e Vitória.

A expansão do parque fabril, no Vale do Itapemirim, exigia novos investimentos no setor de energia elétrica. Em 1911 é instalada a Usina de Fruteiras, produzindo 3.000 kW. Os serviços de energia elétrica eram administrados por duas empresas concessionárias: a Serviços Reunidos de Vitória e a Serviços Reunidos do Itapemirim. A demanda de energia elétrica crescia. A usina do Jucu trabalhava com sobrecarga, levando o governo de Florentino Avidos a estudar o aumento de sua capacidade geradora. O projeto foi em vão. A ampliação exigiria a paralisação de uma das unidades da usina e o custo seria elevado. A opção foi a instalação de uma usina diesel de 720 kW em Vitória, que recebeu o nome de Jerônimo Monteiro, instalada onde, hoje, localiza-se a sede da Empresa.


Apelo ao consumo de energia topo

A partir de 1927 até 1941, o apelo ao consumo passa a ser promovido através de modernas técnicas de publicidade. Em seus anúncios através da imprensa, as empresas gabam a qualidade de seus serviços e induzem a população à maior utilização dos aparelhos elétricos, em benefício do conforto doméstico.

A Companhia Central Brasileira de Força Elétrica - CCBFE - colocava à venda, em seus escritórios no Estado, aparelhos domésticos pouco difundidos entre os capixabas, como o ferro elétrico e a geladeira. As visitas diretas aos clientes também constituíam outra estratégia. Funcionários da empresa iam de porta em porta fazendo demonstrações e sugerindo a compra de aparelhos para pagamento em suaves prestações.

O Governo Florentino Avidos, em 1927, vendeu as empresas concessionárias à General Eletric que, em menos de dois meses, transferiu a concessão à recém-criada Companhia Central Brasileira de Força Elétrica - CCBFE - empresa do grupo AMFORP (American Foreign Power Company). A partir desta data, o grupo AMFORP passa a adquirir o controle acionário de diversos concessionários já existentes e de serviços públicos de energia elétrica em várias capitais.


Capital estrangeiro viabiliza obras topo

A compra dos serviços pela CCBFE, em 1927, garantiu algumas melhorias. As antigas linhas de bondes são reconstruídas e seus ramais prolongados. A posteação passa a ser de ferro fundido. Surge, também, uma nova subestação transformadora, de 2.400 kVA, alimentada por uma linha de transmissão de 22 kV e é feita a interligação Jucu-Fruteiras. Até então havia uma única subestação transformadora, no Morro Santa Clara.

A receptividade que o capital estrangeiro encontrou no governo local não impediu as dificuldades para a ampliação dos serviços. Embora o aumento do consumo fosse contínuo, era imperativa a construção de novas usinas. Com uma população de 450 mil habitantes, distribuída em 31 municípios, o Estado contava, no início da década de 20, com 11 usinas elétricas, com potência de apenas 7.534 HP. Inúmeras cidades do interior ainda valiam-se do querosene para terem suas casas iluminadas.

Em 1941, existiam no Espírito Santo 44 serviços de energia elétrica, operando 45 pequenos geradores, limitados em grande parte ao município onde estavam instalados. Eram iniciativa de prefeituras não atendidas pela CCBFE, ou de pequenos empresários, sem objetivo industrial.

O consumo global do Espírito Santo com iluminação era de 6.580.433 kWh e a empresa produzia apenas 74,32%. Dos 32 municípios existentes na época, 13 contavam com serviço de energia administrado pelas prefeituras. O Estado mantinha a Usina Hidrelétrica da Vila de São João de Petrópolis. O município da Serra ainda era iluminado por geradores diesel e só em 1960 passa a integrar a área sob concessão da Central, através do fornecimento em grosso que a Companhia fazia nos limites do município, próximo ao atual aeroporto.


Intervenção Estatal e Criação da Escelsa topo

No início dos anos 50 o Governo do Estado decide intervir para solucionar o problema da inflação alta que corroeu as tarifas, logo após a 2ª Guerra Mundial, desestimulando investimentos por parte das concessionárias. Foi lançado um programa de eletrificação.

O Governo inicia a construção da Usina de Rio Bonito e, assim é criada a ESPÍRITO SANTO CENTRAIS ELÉTRICAS SA - ESCELSA . Além de vender energia elétrica à Central Brasileira, a ESCELSA lança-se na construção de linhas de transmissão e subestações, além de assumir a responsabilidade de distribuir energia em vários municípios do Estado.

Em 1965, como conseqüência da política estatizante que predominava, o Grupo AMFORP foi encampado pelo Governo Federal, ficando a Companhia Central Brasileira de Força Elétrica sob o controle da ELETROBRÁS.
O Governo Federal se preocupava com o suprimento de energia elétrica ao Espírito Santo, face aos inúmeros projetos industriais que se desenhavam para o Estado, associados a uma política de exportação de minério de ferro. Os entendimentos dos Governos Federal e Estadual acabaram por ajustar a fusão da Companhia Central Brasileira com a ESCELSA, formando uma nova empresa, com o mesmo nome da ESCELSA, porém com 95% de suas ações de propriedade da ELETROBRÁS.

Conforme previsto, ocorreu de fato um poderoso surto de crescimento econômico no Espírito Santo, fazendo saltar o consumo anual de energia elétrica da casa dos 169 mil MWh em 1968, para 2,6 milhões de MWh em 1980, representando um crescimento de 1463% em 12 anos.

O Programa Nacional de Conservação de Energia envolve a ESCELSA em campanhas de orientação ao consumidor, com o objetivo de promover uma maior conscientização sobre o uso mais racional da energia elétrica. Para racionalizar o consumo com iluminação pública, a empresa assina Convênios com Prefeituras, para a substituição de 12 mil lâmpadas incandescentes de 150 W por outras de vapor de mercúrio de 80 W e de vapor de sódio de 50 W.
A economia anual passou a ser de 3.000 MWh e a eficiência do sistema de iluminação ganhou com a iniciativa. A ESCELSA desenvolve e monta nos municípios a Feira da Energia no Lar e no Campo, para demonstrar na prática, o uso correto dos eletrodomésticos e de equipamentos rurais.

A denominada "década perdida " para o Brasil, os anos oitenta, praticamente não atingiu o Espírito Santo. O mercado evoluiu de 2,6 milhões em 1980, para 3,9 milhões em 1990. Em 1995 atingiu a 5,2 milhões de MWh, já influenciado pelo sucesso do Plano Real.

No bojo da prolongada crise econômica brasileira, tornou-se patente o esgotamento do modelo estatal. O Estado "empreendedor " já não possuía recursos para suportar as necessidades de investimentos infra-estruturais.

Surge então, o processo de desestatização, ainda em curso,
que incluiu em 1992, a ESCELSA nesse programa, tendo
ocorrido sua privatização em julho de 1995. A primeira
concessionária estatal a ser desestatizada, foi arrematada em
leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, pelas empresas
IVEN SA e GTD Participações SA.

Após a privatização a Escelsa adotou uma política de investimentos maciços em tecnologia de ponta e na melhoria do sistema elétrico, o que representou a melhoria dos seus Indicadores Técnicos de Qualidade.

No período imediato à privatização ocorreram graves crises financeira internacionais, que repercutiram no Brasil. Apesar das turbulências a empresa se posicionou em desenvolvimento, persistindo na sua estratégia de crescimento e na busca de oportunidades de novos negócios.

Em 1999 a EDP Eletricidade de Portugal S.A adquiriu 73,12% do capital acionário da Iven S.A uma das controladoras da Escelsa.
O mercado da Escelsa amplia-se e a empresa investe na melhoria e renovação de suas centrais geradoras, aumentando-lhes a potência e, com isso, dando maior confiabilidade ao seu sistema.

A empresa é muito bem avaliada por seus clientes e amplia os postos de atendimento na Central de Atendimento a Clientes e implanta equipamentos de tecnologia avançada para atendimento automatizado, com a linha 0800 390 196 , atendendo a todo o estado, gratuitamente, 24 horas, todos os dias.


Foco estratégico topo

Atualmente a Escelsa é uma empresa com foco no cliente. A gradativa liberação do monopólio de distribuição de energia elétrica assim impõe.

A partir de 2005 os clientes de todas as categorias de consumo serão livres para escolher o fornecedor de energia elétrica que mais lhe convier, por preço ou por qualidade do serviço e do atendimento.

A atuação da empresa, nesse sentido, se faz em quatro vertentes principais. Na primeira estão os clientes, onde a Escelsa oferece serviços e produtos constantemente atualizados. Os Investimentos realizados em geração de energia elétrica, construção e melhorias de subestação, ampliação e melhoramentos nas redes de distribuição e no atendimento, convergem, também, para a busca da satisfação do cliente.

A segunda vertente, é a relativa ao acionista. É trabalhar com lucratividade e produtividade crescentes, de forma a gerar recursos que lhe permitam criar novas oportunidades de negócio. Neste segmento estão os investimentos na Televisão a Cabo e na Internet. Por fim, a Escelsa quer ainda, contribuir para o desenvolvimento da sociedade, gerando rendas, criando empregos, pagando tributos e respeitando o meio-ambiente.

A cada ano que passa a Escelsa quer oferecer mais serviço ao seu cliente, operar diversas redes e desenvolver produtos avançados. Tudo isso, com o uso da mais avançada tecnologia, de forma que garanta a sua competitividade.

 
 
 
 
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