O uso corrente da eletricidade iniciou-se no Brasil em 1879, na mesma época em que ocorreu na Europa e Estados Unidos, logo após o invento do Dínamo e da lâmpada elétrica.
1879 - ILUMINAÇÃO DE ESTRADA DE FERRO D. PEDRO II.
1881- ILUMINAÇÃO DA PRAÇA XV E PRAÇA DA REPÚBLICA.
1883 - PRIMEIRO SERVIÇO PÚBLICO DE ILUMINAÇÃO ELÉRICA DO BRASIL E DA AMÉRICA DO SUL.
1885 - PRIMEIRO SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO DE SÃO PAULO.
1887- ENTRADA EM OPERAÇÃO DA USINA TERMOELÉTRICA DA FIAT LUX.
1889 - ENTRADA EM OPERAÇÃO DA USINA MARMELOS ZERO A PRIMEIRA HIDRELÉTRICA DE GRANDE PORTE NO PAÍS.
1899 - CRIAÇÃO DA SÃO PAULO LIGHT ENTRADA DO CAPITAL, ENTRADA DO CAPITAL ESTRANGEIRO NO SETOR.
1905 - CRIAÇÃO DA RIO LIGTH DO MESMO GRUPO FINANCEIRO DA SÃO PAULO LIGHT.
1907- ENTRADA EM OPERAÇÃO DA USINA SÃO DE FONTES DA RIO LIGHT, A MAIOR DO MUNDO NA ÉPOCA.
1927- INICIO DAS ATIVIDADES DO GRUPO AMERICANO AMFORP
1934 - PROMULGAÇÃO DO CÓDIGO DE ÁGUAS, ATRIBUINDO A UNIÃO COMPETÊNCIA EXCLUSIVA, COMO PODER CONCEDENTE, PARA OS APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS DESTINADOS AO SERVIÇO PÚBLICO.
1943 - INÍCIO DA CRIAÇÃO DAS DIVERSAS ESTADUAIS E FEDERAIS: CEEE-RGS, CHESF, CEMIG, COPEL, CELESC, CELG, CEMAT, ESCELSA, FURNAS, CEMAR, COELBA, CEAL ENERGIPE, E OUTRAS.
1960 - CRIAÇÃO DO MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA.
1961- CRIAÇÃO DA ELETROBRÁS CONSTITUÍDA EM 1962.
1963 - ENTRADA EM OPERAÇÃO DA USINA DE FURNAS QUE PERMITIU A INTERLIGAÇÃO DOS ESTADOS DO RIO DE JANEIRO, MINAS GERAIS E SÃO PAULO.
1964 - AQUISIÇÃO DAS EMPRESAS DO GRUPO AMFORP.
1968 - CONSTITUIÇÃO DO COMITÊ COORDENADOR DE OPERAÇÃO INTERLIGADA.
1973 - CRIAÇÃO DOS GRUPOS COORDENADORES DE OPERAÇÃO INTERLIGADA.
1979 - COMPRA DA LIGTH-SERVIÇOS DE ELETRICIDADE PELO GOVERNO FEDERAL.
1982 - CRIAÇÃO DO GRUPO COORDENADOR DE PLANEJAMENTO DOS SISTEMAS ELÉTRICOS - GCPS
1984 - ENTRADA EM OPERAÇÃO DA USINA DE ITAIPU MAIOR HIDRELÉTRICA DO MUNDO - CONCLUSÃO DO SISTEMAINTERLIGADO NORTE E NORDESTE.
1985 - CRIAÇÃO DO PROCEL PROGRAMA NACIONAL DE COMBATE AO DESPERDÍCIO DE ENERGIA ELÉTRICA.
1986 - ENTRADA EM OPERAÇÃO DO SISTEMA INTERLIGADO SUL - SISTEMA INTERLIGADO SUL - SUDESTE.
1995-VENDA DA ESCELSA E LIGHT- RIO PARA A INICIATIVA PRIVADA.
Indústrias de Eletricidade do Brasil
A primeira unidade produtora de energia no Brasil foi a usina termelétrica instalada em Campos, no ano de 1883, com a potência de 52 kW. Uma pequena usina hidrelétrica, nas vizinhanças de Juiz de Fora, ao lado de duas outras usinas termelétricas, já se achava em exploração no ano de 1889. Três décadas depois, em 1920, cerca de 300 empresas serviam a 431 localidades do país, dispondo de uma capacidade instalada de 354.980 kW, sendo 276.100 kW em usinas hidrelétricas e 78.880 kW em usinas termelétricas.
Em 1939, o número de empresas se tinha elevado a 1.176, às quais pertenciam 738 hidrelétricas, 637 termelétricas e 15 usinas mistas. Sobre o total de 1.044.738 kW, as hidrelétricas detinham 85% da capacidade instalada, ou 884.570 kW. Não havendo ainda instalações para transmissão de energia a grandes distâncias, o mercado brasileiro estava dividido territorialmente entre duas grandes empresas.
A usina hidrelétrica de Cubatão, a usina da ilha dos Pombos e a de Ribeirão das Lajes, todas pertencentes à Brazilian Traction Light & Power Co., com sede no Canadá, servia aos estados do Rio de Janeiro e São Paulo (este último parcialmente). As usinas instaladas em Natal, Recife, Maceió, Salvador, Vitória, Niterói, Petrópolis, Belo- Horizonte, assim como algumas outras de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Pelotas, adquiridas pela American & Foreign Power Co. (Amforp), com sede nos EUA, atendiam ao consumo de parte do Sul, Centro e Nordeste. Os dois grupos - o Canadense e o Norte-Americano - reuniam mais de 70% da capacidade instalada no país (652.000 kW do grupo Light e 157.000 kW do grupo Amforp).
Uma nova política de expansão da indústria de eletricidade, apoiada na iniciativa estatal, começou a ser implantada a partir de 1948, com a instalação a 15 de março desse ano, da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), empresa de economia mista, que teve um papel pioneiro no setor de energia elétrica. A ela se seguiram várias outras empresas em cada uma das unidades da federação: a Cemig,
em Minas Gerais, a Uselpa e a Cherp (incorporadas depois na Cesp) em São Paulo, a Copel, no Paraná, Furnas na região Centro-Sul etc.
O passo seguinte de enorme importância no programa de expansão da indústria de eletricidade no Brasil foi dado com a Eletrobrás (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.), criada pela lei n. 3890-A, de 25 de abril de 1961, e instalada em junho de 1962. Sob a jurisdição do Ministério de Minas e Energia, é responsável pela execução da política de energia elétrica no país. Opera como empresa holding, através de quatro subsidiárias de âmbito regional: a Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte S.A.) na região Norte; Chesf (Companhias Hidrelétricas do São Francisco S.A.) na região Nordeste; Furnas (Furnas Centrais Elétricas S.A.) na região Sul. Em todos os estados, é associada a companhias que geralmente pertencem aos Governos Estaduais. Em janeiro de 1978, a Eletrobrás adquiriu o controle acionário do grupo Light, pagando US$ 380 milhões.
Em 1968, a Eletrobrás celebrou convênio com a Comissão Nacional de Energia Nuclear para a construção da primeira usina nuclear no Brasil, Itaorna, Angra dos Reis - RJ, com a capacidade de 627 MW, e que em meados dos anos 80 estava em fase de testes. O acordo nuclear com R.F.A, em 1975, assinalou novas e ambiciosas metas do Brasil, no setor, estimuladas pela crise mundial do petróleo. No total da produção hidrelétrica brasileira, terá papel relevante, quando completada a usina de Itaipu, construída em convênio com o Paraguai, com potência instalada de 12.600 MW.
Em 1995, estimava-se o potencial hidrelétrico brasileiro em mais de 250 mil MW e a produção encontrava-se na casa dos 55512 MW de energia elétrica. Desse total, 50687 MW (91,3%) eram obtidos em usinas hidrelétricas e 4825 MW (8,7%) em termelétricas.
Expansão e Investimentos no Setor Elétrico
O mercado de energia elétrica experimenta um crescimento da ordem de 4,5% ao ano, devendo ultrapassar a casa dos 300 mil MW em 2008. O planejamento governamental de médio prazo prevê a necessidade de investimentos da ordem de R$ 6 a 7 bilhões/ano para expansão da matriz energética brasileira, em atendimento à demanda do mercado consumidor.
Para o futuro, algumas alterações devem ocorrer na estrutura dos investimentos em energia, incluindo a instalação de centrais termelétricas a gás natural, que exigem prazos de implementação e investimentos menores que as hidrelétricas. Por outro lado, deverão ser ampliadas as importações de energia da Argentina, Venezuela e Bolívia; e a interligação elétrica entre o Sul e o Norte do Brasil, o que significa maiores investimentos em rede de transmissão.
As principais oportunidades de negócios no mercado de energia elétrica nacional estão ligadas à oferta de novos empreendimentos de geração para exploração pela iniciativa privada e à construção de linhas de transmissão, bem como à privatização de ativos de sistemas de distribuição e de geração. Outro foco se concentra na universalização do atendimento às comunidades isoladas da Região Norte do País e ao meio rural, que devem estar concluídos até 2005.
O sistema elétrico brasileiro apresenta como particularidade grandes extensões de linhas de transmissão e um parque produtor de geração predominantemente hidráulica. O mercado consumidor (47,2 milhões de unidades) concentra-se nas regiões Sul e Sudeste, mais industrializadas. A região Norte é atendida de forma intensiva por pequenas centrais geradoras, a maioria termelétricas a óleo diesel.
Ao longo das últimas duas décadas, o consumo de energia elétrica apresentou índices de expansão bem superiores ao Produto Interno Bruto (PIB), fruto do crescimento populacional concentrado nas zonas urbanas, do esforço de aumento da oferta de energia e da modernização da economia.
As classes de consumo residencial, comercial e rural obtiveram expressivos ganhos de participação, enquanto o segmento industrial teve participação menor neste crescimento, principalmente pela utilização de tecnologias mais eficientes no uso final da eletricidade, aliada às medidas de racionalização de consumo postas em prática especialmente na década de 90.
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